Olá meu amor hipotético,
eu só te quero beijar, talvez me vá desiludir, mas quem não está pronto para que lhe partam o coração é difícil pretender enchê-lo com algo bom. Sinto-me numa corda bamba, tremem-me as pernas, por te ver chegar com esses lábios da forma das serras que percorro nos meus sonhos mais delirantes.
Quero ver o que pode acontecer, não quero julgamentos, nem pré-conceitos, nem que projetes os teus anteriores só porque temos algo em comum, não me confundas com sombras do passado, eu venho por bem para te fazer bem. Expectativas altas, sim, mas senão me perguntares quais são, a ansiedade vai-te consumir, tenho a expectativa que me beijes como quem me deseja, que me trates bem, que me olhes nos olhos no meio duma frase e que queiras saber como foi o meu dia. Que me apoies e que me chames a atenção, Se calhar é demasiado sufocante o meu querer, não espero ter tudo dum dia para o outro, mas também não quero virar filósofo de pedra enfeitando a praça de uma cidade grega, que ninguém pode tocar por ser demasiado valioso historicamente.
A vida é vivida agora, não ontem, nem amanhã, por isso vou-me enfeitar enquanto vou no teu sentido, de braços abertos para te enrolar no meu lençol de mel, que te aquece e te prende. Dar valor ao que me rodeia, ao que tenho perante mim, ver-te por quem és neste momento e não quem dizes ser, ou tentas projetar nas fotografias que te pintam uma sombra menor da tua luz indelével.
Sem comentários:
Enviar um comentário