terça-feira, 18 de julho de 2017

Carta 009

Olá meu amor,
há pessoas que vivem para a fama, alimentam o seu ego ao verem os outros sofrer e com o tempo torna-se difícil continuar a acreditar no amor. Criamos barreiras para nos proteger do sofrimento, sem reparar que essas barreiras nos fazem sofrer por não podermos viver o momento, tranquilo sem receios. Respiro fundo e vejo-te aproximar, não sei que efeito magnético me fez guiar na tua direcção, nem que fogo emanas que destruí-o as minhas barreiras e me aqueceu o coração até ganhar vida.
Agora quando vejo os teus olhos penso num abraço, numa memória do primeiro dia que nos vimos, como se fossemos amantes eternos, presos numa espiral de beijos.
A vida a um sempre me chegou, mas há projectos que a dois tem muito mais sabor, mais cor, mais cheiro, mais sentido. Quando encontramos alguém que nos faz mais, tudo fica diferente, o nosso coração prepara-se para cada momento em que nos vamos encontrar, como a raposa que espera o rapaz, somos responsáveis por quem cativamos. Quero abraçar-te no silêncio, sem palavras a gerar confusão, apenas o calor de dois corpos entrelaçados numa linha indelével que nos faz tranquilos e em harmonia com o nosso amor.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Carta 008

Olá meu amor,
hoje lembrei-me do primeiro dia que te vi e do fascínio que encontrei na tua presença. Não acredito em amor à primeira vista, mas acredito que conseguimos estabelecer uma ligação invisível aos olhos e que o amor veio depois.
Não foi fácil, nunca o é, queria tanto mostrar-te o meu mundo, o meu Eu, que quase estraguei tudo, que quase não deixei o tempo nos guiar. Quase que desisti e ainda hoje, não sei explicar o que me motivou a continuar, nem o que te fez mover lentamente na minha direcção... Quando me apercebi estavas aqui a meu lado, de repente o mundo era tu e eu.
Era tudo o que queríamos, às vezes nem dá bem para acreditar o que conseguimos construir com o apoio um do outro, com a nossa amizade, o nosso companheirismo.
Agora só quero chegar a casa, dar-te esta rosa, repousar nos teus braços e sussurar-te ao ouvido "amo-te".