quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Carta 012


Olá meu amor,
espreito pela janela e vejo o Sol pôr-se. Um vermelho intenso que ilumina o branco dos meus olhos e enche-me a alma de labaredas tuas... Preenches os meus espaços com a canção que trazes nos teus lábios, no teu sorriso de menina, que me eleva aos teus braços, ao teu coração que bate junto do meu.
Tudo isto para dizer que te quero muito, que te quero ver feliz, que te quero mimar, estragar com carinho e diabrura, para que sejas tudo o que desejas ser! Mas, não é uma desejo altruísta, é o mais egoísta possível, porque quero ser feliz, porque me fazes feliz, porque me fazes sonhar e porque me fazes sorrir.
Sabes que vejo o mundo à minha volta e desalinho um pouco, não compreendo toda a dor que nos damos uns aos outros, pelo medo, pela falta de dizer o que sentimos e pela falta de aceitarmos os outros, como eles são. Suspiro, mas sigo em frente, tenho fé, mas não tenho religião, é estranho... Uns dias melhor, outros dias pior, mas quanto mais forte tenho de ser, não sei... Não demores muito, entretanto vou guardando o nosso amor, para quando estiveres aqui, junto a mim.

Carta 011


Olá meu amor,
Quero roubar-te um beijo, perder os sentidos nesses lábios de ópio. Viajar no nosso amor, sem passado, sem futuro, só presente. Dançamos sem música, abraçados, olhos nos olhos, como dois viajantes presos num balão de ar quente sem condutor.
Deposito em ti os meus sonhos, os meus pecados e a minha felicidade, para que os cuides enquanto eu te faço rir para sempre... Mais provável é deitares-me a língua de fora e que seja eu quem sorri primeiro.