sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Carta 010


Olá meu amor,
já faz tempo não te escrevo... Tirei uma pausa para respirar, pois não é fácil procurar-te no meio da multidão. Ouve-se tanta gente a gritar alto que quer ser e fazer, mas depois descobre-se que nem uma simples amizade conseguem criar, quanto mais um amor.

Resolvi escrever-te, para que saibas que não desisti de ti, apenas demorei algum tempo a erguer-me de novo e sabe bem umas férias. Vamos combinar uma viagem, um jantar, vamos-nos embriagar nas palavras que trocaremos quando a nova maré chegar à nossa praia.

Aí vou-te conhecer, aí vou-te descobrir, aí nos reconheceremos, aí nos perderemos no abraço dos nossos corpos entrelaçados com a luz do dia que nasce e termina sem nunca desistir de ser.


terça-feira, 18 de julho de 2017

Carta 009

Olá meu amor,
há pessoas que vivem para a fama, alimentam o seu ego ao verem os outros sofrer e com o tempo torna-se difícil continuar a acreditar no amor. Criamos barreiras para nos proteger do sofrimento, sem reparar que essas barreiras nos fazem sofrer por não podermos viver o momento, tranquilo sem receios. Respiro fundo e vejo-te aproximar, não sei que efeito magnético me fez guiar na tua direcção, nem que fogo emanas que destruí-o as minhas barreiras e me aqueceu o coração até ganhar vida.
Agora quando vejo os teus olhos penso num abraço, numa memória do primeiro dia que nos vimos, como se fossemos amantes eternos, presos numa espiral de beijos.
A vida a um sempre me chegou, mas há projectos que a dois tem muito mais sabor, mais cor, mais cheiro, mais sentido. Quando encontramos alguém que nos faz mais, tudo fica diferente, o nosso coração prepara-se para cada momento em que nos vamos encontrar, como a raposa que espera o rapaz, somos responsáveis por quem cativamos. Quero abraçar-te no silêncio, sem palavras a gerar confusão, apenas o calor de dois corpos entrelaçados numa linha indelével que nos faz tranquilos e em harmonia com o nosso amor.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Carta 008

Olá meu amor,
hoje lembrei-me do primeiro dia que te vi e do fascínio que encontrei na tua presença. Não acredito em amor à primeira vista, mas acredito que conseguimos estabelecer uma ligação invisível aos olhos e que o amor veio depois.
Não foi fácil, nunca o é, queria tanto mostrar-te o meu mundo, o meu Eu, que quase estraguei tudo, que quase não deixei o tempo nos guiar. Quase que desisti e ainda hoje, não sei explicar o que me motivou a continuar, nem o que te fez mover lentamente na minha direcção... Quando me apercebi estavas aqui a meu lado, de repente o mundo era tu e eu.
Era tudo o que queríamos, às vezes nem dá bem para acreditar o que conseguimos construir com o apoio um do outro, com a nossa amizade, o nosso companheirismo.
Agora só quero chegar a casa, dar-te esta rosa, repousar nos teus braços e sussurar-te ao ouvido "amo-te".

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Carta 007

Olá meu amor,
quero dizer-te: "Amo-te!", sei que talvez seja cedo, mas é o que sinto. Não quero fazer de conta e passar pelo gosto de ti, gosto muito de ti, adoro-te, adoro-te muito, amo-te, amo-te muito, amo-te daqui até à Lua, amo-te infinitos... Nada disso, simplesmente amo-te! Quero viver tal sentimento, quero escrever cartas, poemas, preparar-te jantares românticos, oferecer-te flores, ser lamechas, quero viver o que sinto, enquanto o sinto, genuíno. Basta de jogos, basta de esconder sentimentos, ou se vive o que se sente, ou morre-se por dentro...
Basta do mundo moderno, que finge tudo para a fotografia que vai por nas redes sociais, sai-se à noite e parece que ninguém quer falar, querem fazer figura, pousar para a Lua, não vamos ser assim, vamos ser mais.
Vamos viver-lo, vamos amar enquanto é tempo, dar fogo à paixão...  ao amor que nos enche por dentro.

domingo, 21 de maio de 2017

Carta 006


Olá meu amor,
já não sinto o teu sabor, já não te sei de cor, será que confundi paixão com amor? Que me quis perder tanto naquele fogo, que não vi que sugamos todo o oxigénio que havia naquele quarto! E agora que ficou depois, não sei, não vivi o suficiente para ter essa experiência, para lidar com tudo isto... Dizem que faz parte do crescimento, não acho que sofrer seja bom para ninguém, muito menos não saber onde estou nem para onde vou.
Um pouco dramático, sim, eu sei, mas pensa em tudo o que já fomos, nas loucuras, nas noites perdidos pelo mundo celebrando como se não houvesse um amanhã! Tanto que nem vimos que esse amanhã era mesmo já hoje e não daqui a muito tempo. Não me sinto preparado, acho que nada me podia preparar, mas sei que é contigo que quero estar, posso não querer arder nessa fogueira, mas quero me aquecer nessa brasa que não termina.
Não consigo deixar as dúvidas para trás, mas quero seguir em frente e aprender a largá-las dia a dia e amanhã, quem sabe, daqui a uns dias já não vão cá estar e vou poder dizer que é amor. Daquele mesmo a sério, daquele que perdoa, daquele que apoia, daquele que abraça e que com alguma dedicação vira paixão por uns tempos e volta acalmar nos meus braços. Ninguém sabe amar, todos aprendemos, dia a dia, meu amor, vamos lutar por que dizem por aí que não se ama sozinho!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Carta 005

Olá meu amor, sei que precisas de tempo para limpar a mente e arrumar as ideias, depois de tudo o que aconteceu. Sei que o nós para ti é uma novidade, acredita para mim também o é, nem sei que pensar, que dizer, é tudo tão novo, tão selvagem, mas esta distância não o deixa crescer. Deixo o tempo passar, não porque me trará clareza, mas porque me trará mais perto de ti e aí sim terei respostas, não vale a pena sonhar agora... Vale a pena aguardar, deixar que a primavera desvaneça no verão do teu sorriso que me traz a esperança de algo melhor, de algo mais... Eu nunca trairia a tua confiança, eu nunca poria a tua vontade em causa, eu nunca abafaria a tua chama, a tua luz que me ilumina e me faz sorrir. Tudo é energia, criar amor e depois cair, é tão simples... Tão bom...

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Carta 004

Olá meu amor,
repouso um pouco, enquanto não chegas, reparo-me, preparo-me, para o que há-de vir. Quero estar presente, trazer a bagagem organizada para não atrapalhar a tua vinda para mim. Abraço-te como duas metades da mesma laranja e suspiramos no mesmo ritmo, sentimos-nos cada vez mais próximos, quase a levitar. Naquele momento que nos beijamos, sentimos os nossos corpos pulsar, gritar! A saudade era tanta que me fez esquecer o tempo que passou, como se apenas tivesse entretido o tempo enquanto te esperava.
Agora tudo se deslinda e encontramos a paz que nos faltava um no outro, olhamos-nos sem mover um dedo, sem gesticular, cara a cara, ninguém avança para um beijo, apenas sorrimos, e talvez haja um ou outro beijo à "esquimó", sentados no sofá. Fiz-te tanta falta como tu a mim e nesse momento beijamos-nos mais e mais...

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Carta 003


Olá meu amor,
não consigo tirar o teu perfume da minha cabeça, e o pior, bem ainda discuto comigo próprio se é bom ou mau, é que também tenho o teu perfume no meu corpo. Dou um passo e está lá, faz-me relembrar o teu olhar, o teu beijo, a noite em que estavas vestida de vermelho, simplesmente deslumbrante, uma visão indelével.
A noite alongou-se em vários copos de vinho que saltavam das garrafas e diziam bebe-me, perde-te em mim e assim fizemos, assim fomos, assim dançamos, como se fosse o último dia, o último copo... o último beijo... Não sei no que se perderam mais os meus sentidos, se no teu cheiro, se no teu corpo, se no teu vestido da cor da alegria que corria em cada copo que bebíamos à espera de mais um beijo.
Ambos sabíamos que vinha aí uma avalanche, já antes tinha espreitado, mas desta vez havia algo mais,  fomos mais, bebemos demais, dançamos ao som da música, da etérea melodia que nos faz mover os corpos.
Cada vez que me sentir vazio vou pedir mais de ti e espero que tragas o vinho... e tudo o que há em ti, para partilharmos nós... assim daquele jeitinho doce, do orgulho que tenho por ti meu amor.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Carta 002



Olá meu amor,
tenho uma sugestão, diria que é mais, uma afirmação! Daquelas que apetece subir para cima da cadeira e gritar do fundo do peito palavras, muitas palavras. Dizer que te quero muito, que te amo com a mesma força que a Terra ama a Lua, que me quero perder nos teus braços, nos teus olhos, no teu peito, no teu corpo, em nós, um no outro. Que os alarmes soem porque ninguém nos vai encontrar, de tão perdidos que estaremos. Vamos celebrar esta paixão, vamos correr, saltar, abraçar e elevar o nosso amor ao expoente da loucura. O céu não é o limite, as estrelas sussurram-me que há mais e eu levo-te comigo para onde quer que vá, não te deixo para trás, virás as minhas cavalitas e eu irei aos pulos, pois estarás comigo. Vamos desaparecer um no outro, fazer com que tudo seja nada e nós sejamos só amor... vem-te perder em mim, vamos amar.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Carta 001

Olá meu amor,
quem sabe quanto tempo passou desde que trocámos palavras, o que a muitos parecem dias para mim são instantes. A distância dos nossos passos, evidencia o rumo das nossas vidas, já não somos o que fomos. Ainda tenho esperança, quero dar o meu máximo, partir na tua direcção, ou melhor, na nossa direcção é a solução que vislumbro.
Sinto a saudade tenra e quente do teu beijo, de um abraço ao acordar, de ir tomar banho e contar os segundos até ao próximo toque.
Quem disse que não é possível é porque não fez nada para que acontecesse. Se ficarmos sentados à espera de tudo, tudo acontecerá... À nossa volta e sem que nos envolvamos com o mundo onde tudo acontece. Só temos um mundo, mas vivemos em mundos diferentes, eu quero estar no teu mundo e quero que tu vivas no meu, onde não pagas renda apenas amor.

Saudades tuas... um beijo