sexta-feira, 7 de abril de 2017

Carta 003


Olá meu amor,
não consigo tirar o teu perfume da minha cabeça, e o pior, bem ainda discuto comigo próprio se é bom ou mau, é que também tenho o teu perfume no meu corpo. Dou um passo e está lá, faz-me relembrar o teu olhar, o teu beijo, a noite em que estavas vestida de vermelho, simplesmente deslumbrante, uma visão indelével.
A noite alongou-se em vários copos de vinho que saltavam das garrafas e diziam bebe-me, perde-te em mim e assim fizemos, assim fomos, assim dançamos, como se fosse o último dia, o último copo... o último beijo... Não sei no que se perderam mais os meus sentidos, se no teu cheiro, se no teu corpo, se no teu vestido da cor da alegria que corria em cada copo que bebíamos à espera de mais um beijo.
Ambos sabíamos que vinha aí uma avalanche, já antes tinha espreitado, mas desta vez havia algo mais,  fomos mais, bebemos demais, dançamos ao som da música, da etérea melodia que nos faz mover os corpos.
Cada vez que me sentir vazio vou pedir mais de ti e espero que tragas o vinho... e tudo o que há em ti, para partilharmos nós... assim daquele jeitinho doce, do orgulho que tenho por ti meu amor.

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